terça-feira, 3 de julho de 2007

Wish you were here


Ao mesmo tempo que eu queria muito que ele estivesse aqui pra se orgulhar da minha decisão de viajar sozinha, eu sei que só amadureci a esse ponto depois que o perdi. Eu só me senti realmente adulta quando me vi sozinha tendo que tomar decisões acerca da morte dele.
Depois que o perdi, aprendi a não levar as coisas tão a sério, a não sofrer por pequenos problemas, a não me apegar tanto.
Pela 1ª vez não estou fazendo grandes programações para a minha vida, estou deixando as coisas acontecerem para ver onde vai dar.
Vou ficar 3 meses? Vou ficar 6? Não sei, vejo isso lá. Vou viajar? Que programas vou fazer? Que lugares quero conhecer? Não sei, vejo isso lá...
Como vou me virar sozinha? Vou sentir falta de casa, da família, dos amigos? Não sei... pra que sofrer por antecipação? Por que pensar nisso antes da hora?
O melhor de não se programar é que as surpresas terão mais chances de serem boas do que ruins. Deixar a vida te levar com uma certa responsabilidade é muito menos estressante e você tem muito mais chances de ser feliz. Afinal, o que vier é lucro!
O triste disso tudo é só conseguir perceber essas coisas no momento da perda. O bom é que mesmo no final, mesmo na dor, ele deixou uma lição boa.
E por mais doloroso que seja, sempre resta o consolo da velha frase ouvida tantas vezes "Onde quer que ele esteja, estará olhando por você."

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